1, 2, 3, 4 …

Dias complicados estes. Quando dá uma maneirada, vem um baque novo, uma lágrima nova por um motivo manjado, uma dor desnecessária, alguma coisa ruim que preciso engolir a seco.

Primeiro, uma agonia, uma avidez por querer certezas e a consciência de que nem tudo pode ser pra anteontem. Irônico pra um ser que vive atrasada, que detesta a pressa alheia. E depois um esforço incrível pra alcançar algo que não é, assim, uma Brastemp, mas pode quebrar um galho. Um galhão, melhor dizendo. Só por causa disso passei 5 dias com dores horríveis nas pernas e nas plantas do pés.

Daí, quando parecia tranquila, serena nos meus momentos, vem a ignorância em forma de gente. Não sou lá a pessoa mais frágil pra gente ríspida e autoritária. Mas a verdade é que não tolero gente tentando pisar no meu pescoço. Isso tá no sangue. A fisionomia muda, o céu fica turvo mesmo e a minha santa e bendita impulsão me tira do sério antes mesmo de prestar atenção no que falo. Talvez porque lá atrás, num certo momento da minha vida, fez gato e sapato da minha boa índole. Incompreensível, mas real. Tão real que me incomoda demais.

Mas o tempo passa, a gente conta até 10 (pavio looooooongo) e a irritação evapora. Principalmente quando o coração toma as rédeas. Parece que tudo fica em segundo plano.

Só que, você bem sabe, o coração é um sujeito burro demais. Eu sei. O meu é, afinal.

E pior é quando ele resolve amarrar o burro (pobre animalzinho..) no lugar mais inapropriado.

Eu que aguente!

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Olhômetro

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