Caneta e Papel

(com qualquer ou nenhuma inspiração.)

Arquivos Mensais: julho 2007

Quais são os sete pecados capitais que o concurseiro não deve cometer?

Os pecados capitais levam ao inferno, os do concurso à reprovação, desânimo e desistência. Os pecados capitais são os seguintes: gula, soberba, inveja, preguiça, ira, luxúria, avareza. Vamos vê-los agora em sua manifestação “concursândica”.

A gula é a pressa de passar. Como sempre digo: concurso se faz não para passar, mas até passar. Assim, esqueça a pressa e comece a estudar com regularidade, planejamento e antecedência. Os concursos estão vindo aos montes, e continuarão assim. A aprovação é resultado de um processo longo, mas é algo que você – se trabalhar direito – pode contar.

A soberba é a arrogância, o achar que já se é o “Sabe-Tudo”, o “rei da cocada”. Muitos candidatos inteligentes e bem formados são vítimas da soberba, ao passo que os menos capazes, mas esforçados, chegam lá, assim como na história da corrida da lebre com a tartaruga. A humildade nas aulas, no estudo, nas provas, em todo o processo, enfim, é o caminho para a glória.

A preguiça. Nem é preciso escrever nada. A palavra é auto-explicativa. Mas deixe-me dizer uma coisa: eu sou meio preguiçoso. Só que sempre fazia o que devia ser feito, quando, me imaginava desempregado e sem grana, caso deixasse a preguiça me dominar.

A inveja acontece quando o concurseiro fica vigiando a vida, as notas e as coisas boas que os outros possuem ao invés de ir resolver a própria vida. É impressionante como as pessoas pecam ao se compararem com os outros e dedicarem-se à reclamação e à autocomiseração em vez de estudarem e treinarem.

A ira representa deixar-se estourar, ou desanimar, pela enorme quantidade de fatos que têm justificadamente esse condão: cansaço, carteiras duras (do curso e a sua), dificuldades com a família, com a matéria, os absurdos ou fraudes em concursos, taxas de inscrição abusivas etc. haja paciência! (ops! Estamos falando de pecados e não de virtudes…). Nessas horas, não adianta irar-se. O jeito é ir estudar, pois um dia a gente passa, apesar de tudo.

A luxúria é talvez o maior pecado. Veja nela o lazer exagerado, as viagens, passeios baladas e tudo o mais que é delicioso, um luxo, e que nos tira tempo para estudar e trinar. Pois bem, equilibrar estudo e lazer, administrar bem o tempo e saber estabelecer as prioridades é essencial para chegar ao reino dos céus, digo, da nomeação.

A avareza tem duas manifestações. A primeira, do candidato, quando economiza nos investimentos necessários para ser aprovado. Vale a pena escolher os melhores livros, cursos e gastos, que incluem até mesmo os exames de saúde para estar bem e enfrentar a maratona dos concursos. A segunda avareza, a pior delas, ocorre quando o cidadão passa e deixa de utilizar o cargo e os poderes e competências dele para o bem da coletividade. Não sejamos avaros com o país, nem com o povo que o (e nos) sustenta. Ao passar, para não ser blasfemo, herege ou apóstata, é preciso devolver ao povo o quanto nós custamos. Isso pode ser feito com trabalho, eficiência, simpatia, honestidade e entusiasmo. Cumprir o dever, e se puder, um pouco mais.

Pois é, que Deus nos livre dos pecados capitais e do concurso. E que façamos nossa parte, dando nossa parcela de fé e sacrifício, para chegarmos à Terra Prometida, ao Paraíso, com méritos dos santos. “Santo”, por sinal, significa, etimologicamente, “separado”. Gente que passa em concurso é assim: meio diferente da média, mais dedicada, mais focada. Isso é santidade.

No fim, os votos de que alcancemos os frutos do Espírito, que, na Bíblia (Gálatas 5:22), se opõem aos pecados capitais: amor, alegria, paz, paciência, delicadeza, bondade, fidelidade, humildade e domínio próprio. E, claro, passar em concursos.

William Douglas

(Ai, como eu peco, mi Dios!..)

Quanta ironia!

Enquanto o mundo se consome, graças aos poluentes de lá, os EUA se constrangem com o decote em V da provável futura presidente:

Decote de Hillary Clinton é motivo de polêmica nos EUA

Contando ninguém acredita.. O_o

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Na mesma semana, a terceira situação de descrédito com relação a minha pessoa. Cobranças que pensei terem ficado no passado, exigências de uma perfeição que não possuo.

Tô aqui pensando no que fazer. Lá do quarto, de repente, vieram palavras duras que me deixaram sem chão por algum momento (rum… pra variar..). Não sei se choro, se dou uma gargalhada abusada, se respondo brutamente, se quebro o mini-ventilador ao meu lado ou se permaneço do jeito que estava até decidir vir escrever: parada, olhando pra apostila de materiais.

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Certas coisas me assombram. Volta e meia resolvem vir me atormentar seja lá qual for o meio de me atingir. Agora, por exemplo, me vêem a cabeça o pensamento deprimente de que liberdade, vitória, busca, fracasso, tentativas, erros, alegria não são palavras condizentes com meu “Aurélio”.

E se fosse, realmente, aquilo que julgam? Talvez ficasse mais fácil engolir estes sapos. Mas, ao contrário, é bem difícil. Principalmente porque me auto-critico e, dada a parcialidade, sei que não sou um caso perdido, assim como estou longe da perfeição que querem.

Satisfaço a mim ou aos outros? A falta de egoísmo sempre me traz esse pepinão.

Lá vou eu tentar reverter tantas palavras dolorosas em crescimento. Afinal, tudo isso é para meu bem. Imagine se fosse para o mal.

Espero que ao menos Ele ainda aposte em mim.

Quem precisa de inimigo?

Sabe, pior que a sensação da derrota é ter que aguentar zombaria. Principalmente de onde jamais se espera..

8 ou 80

Detesto meio-termo, levar tudo em fogo brando, em banho-maria. Muito raramente deixo minha vida flutuando desse jeito, sem decisões tomadas. Aliás quando isso ocorre é porque me encontro numa sinuca de bico.
Parece exagerado, mas sou oito ou oitenta. É pão, pão, queijo, queijo. Indecisões me saturam de uma forma inexplicável. Inclusive as minhas. Já passei da época em que vivia em função do que outrem ou algo pudesse causar em minha vida.
Tem que ser tudo ou nada. Mais ou menos não é objetivo para mim. E é justamente por isso que prefiro encarar verdades dolorosas que mentiras ridículas.

‘Pan pan pan pan’

Tirando aquela atitude ridícula de vaiar o Presidente, o Pan está indo de vento em popa, com os brasileiros fazendo bonito, perdendo algumas medalhas dadas como certas, mas sem ofuscar o brilho das vitórias. É empolgante ver a capacidade do ser humano de superar a si mesmo.

Estados Unidos, pra variar, imbatível. Na verdade, é resultado do que investem. Cuba vai no encalço: o Fidel é um tapado, mas sabe investir na dupla esporte-educação. Tanto é que ele acompanha as modalidades em que sua delegação está disputando. E o Brasil, se os patrocinadores e o Estado abrirem os olhos e os bolsos, tem tudo pra ser potência. Porque não utilizar o Volêi masculino como exemplo e usar sua trajetória para grandes conquistas? Parece que não, mas nós nascemos para brilhar. Somos abençoados por natureza.

cauetkd.jpg Cauê, símbolo do Pan que aparece bem pouco nessa competição, mas é gracioso. A imagem é referência ao Tae Kwon Do. De todas as artes marciais a que me encanta. Quem sabe um dia encaro essa parada.. (sabe, acertar o adversário flutuando no ar por milésimos de segundos.. uh..)

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