Caneta e Papel

(com qualquer ou nenhuma inspiração.)

Arquivos Mensais: setembro 2007

e finalmente… Heroes.

Ontem parei pra ver a novela Caminhos do Coração, da Record. Ela já tem, talvez, 1 mês no ar e certamente já ouviu-se falar, em algum lugar, sobre o tema dela: mutantes. O tema parece ser bem recorrentes, afinal já temos X-Men e, agora, Heroes para explorar esse ‘mundo’.

Na novela, os mutantes são criados por projeto genético. Ainda não ficou claro para mim, se esses mutantes são criados sem autorização dos pais ou com aprovação deles, se são ludibriados ou não. Apesar do tema, a novela difere em alguns pontos das duas séries que citei. Ao menos até onde sei.

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Perdas

Você já perdeu? Quantas vezes já tiveste que encarar uma perda? E várias, ao mesmo tempo? Em algum momento, já tiveste que escolher a opção ‘perder’? Ou te forçaram àquela perda?

A gente passa por isso, sempre. Todas as alternativas acima têm respostas afirmativas saindo de minha boca. E todas acontecendo nesse tempo. Não sei especificar que situação é pior, pois para mim elas tem proporções semelhantes: doem, machucam, revoltam, entristecem, amedrontam, desacreditam.

photo_288_20051030.jpgNo entanto, sei que a mais sofrida é a perda que se escolhe. Decidir por perder, sabendo que as chances de ganhar se mostram remotíssimas, é o que mais me deixa pra baixo. Parte de mim não quer, mas a racionalidade grita forte cada vez que vejo algo me atravessando feito lâmina. É o amor-próprio se vendo em agonia.

O notebook, a câmera digital, o mp3 player são perfeitamente substituíveis. Mas aquilo que preciso deixar ‘escapar entre os dedos’ não é encontrado facilmente. Não para mim.

Deve ser por isso que eu demore tanto pra aceitar essa condição. Tanto.. 😥

‘E levo esse sorriso..

..porque já chorei demais.

Venho de um fim-de-semana que tinha tudo pra ser bacana. Há tempos que não faço um programa legal, que não saio pra me distrair, que não mudo de ares, que não estou na rotina casa-trabalho-academia-casa. Mas não foi nada como planejei aproveitar.

É horrível se ver responsável por coisas, que, às vezes, nem te cabem. Acabei voltando com a mesma cor de parede de antes e com alguns stresses fervilhando a cuca (juntamente com cada luz alta que recebia na cara pela estrada).

O bom de tudo? Ver o Rio Negro banzeirando ao redor da balsa. Cuidam tão mal do nosso oceano escuro, mas ele é tão vivo, tão lindo, com um cheirinho de natureza que só há nele. Dá um medão, é claro. A noite ele se confunde com o céu e só Manaus consegue iluminá-lo com suas luzes.

Infelizmente, nem tudo é lindo, belo e com cheirinho bom.

para o B-side

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Que Deus te abençoe e te preencha com felicidade.

BEIJOS!

¡ TOMAA !

Cada vez que ele move os braços, trazendo em direção ao corpo, comemorando seja lá com que gesto for, é isso que está gritando: ¡ TOMAAA !

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Sou brasileira, sim. Total patriota. Mas torço pelo Fernando Alonso sem medo de ser feliz. Não ligo pra críticas que exaltam a tal falta de patriotismo. Tenho culpa se não existe um brasileiro que vingue na F1?

Mas não é por isso que me divido com Espanha. Não é só porque os brasileiros inexistem na F1. Torço pelo Fernando Alonso desde o dia que ele me fez sentar em frente a TV, durante o GP da Europa de 2005, ao ouvir meu irmão dizer: olhaí, tem um cara na frente do Schumacher.

Na frente do Schumacher?, pensei. Naquela altura do campeonato fazia mais de 10 anos que não acompanhava F1. A F1 tinha acabado no dia que vi o Senna imóvel no seu Williams. Não tinha mais cor. Ainda via os noticiários, mas me indignava ao ver a falta de competitividade que permitia àquele alemão superar todos os recordes do Senna e chegar, facilmente, aos seus ‘exaltados’ 7 títulos mundiais. Pior que isso: enojada por ver um brasileiro, que tinha tudo pra fazer as honras do Brasil, se deixar passar trás. Ultrajante. Sim, não gosto do piloto que foi Schumacher ‘who’.

Ao ver aquele cara do carro azul, não acreditei muito. Mas gravei o nome dele: Alonso. Então passou o tempo e veio a semana do GP do Brasil. Todo e qualquer jornal esportivo da TV e todos os noticiários da internet frisavam: ‘Alonso pode ganhar garantir seu primeiro campeonato por antecipação’. Lembro perfeitamente que foi no UOL que li, pela primeira vez, algo sobre ele e suas estatísticas daquela temporada. A matéria dizia que qualquer que fosse sua pontuação no Brasil, ele não podia mais ser alcançado. E ainda faltavam China e Japão. Achei simplesmente espetacular! Há anos nenhum outro nome se sobressaia na F1.

Mas o cara do carro azul veio bater de frente com o alemão. A competitividade que tinha ficado adormecido naquele 01 de maio de 1994 estava renascendo aos meus olhos. E fui atrás de saber TUDO (o que era possível) sobre Fernando Alonso Díaz. Descobri, por exemplo, que seu pai apostava mais na irmã mais velha para ser piloto que nele. Porém, com 3 anos, ele tomou conta do kart que era da irmã e seu pai não teve dúvidas: seu filho tinha um talento nato. E ele atravessava a Espanha, juntava economias com a esposa, corria atrás de agenciadores para ajudar o filho precoce, passava mais tempo longe da família, na estrada, levando Fernando Alonso para disputar os campeonatos de kart. Até que a estrela brilhante do menino chamou a atenção de um importador de karts, que passou a agenciá-lo. E o menino vivia entre Espanha e Itália, crescendo nas estradas da Europa, crescendo no seu próprio talento. Foi vencedor, primeiro colocado, em todas as categorias que disputou. E aos 19 anos foi contratado pela Minardi.

Li tudo que pude de sua biografia, vi imagens e videos, além de me informar sobre GP por GP de 2005. E não me enganei: enfim, surgiu um piloto de verdade na F-1.

O GP do Brasil de 2005 foi o primeiro que vi, por completo, em 10 anos. E eu fiquei feliz porque um espanhol tinha conseguido, aos 24 anos, seu primeiro campeonato mundial. Seu país vibrava, nas ruas, pelos feitos dele. Daí em diante o adotei como meu favorito.

Hoje, bi-campeão mundial (dois títulos que aposentaram o Schumacher, diga-se de passagem..), correndo pela Mclaren, eu continuo torcendo. Torço mesmo. De mandar o Galvão pros infernos (ahh, também detesto o Galvão. Pena que ele não pegou o mesmo bonde do alemão..), de vibrar com as vitórias dele, de ficar esperando o GP do Brasil pra ouví-lo berrando, comemorando o Tri.

A foto é de Monza. Onde todos diziam que a Mclata seria facilmente batida pela Ferrari. No entanto, quem mandou naquele circuito foi esse espanhol de capacete prata. Sob pressão da FIA, sob os problemas que a Mclaren lhe ofereceu, sob a enxurrada de notícias a rola pela imprensa mundial, sob o eterno descrédito que lhe oferecem. As pessoas não entendem que vencedores e sortudos só perdem pra eles mesmos (ou quando precisa dividir seus acertos com o rival..).

E ainda tem o Conselho Mundial da FIA, GP da Bélgica, GP da China, GP do Japão e o caneco de tri-campeão no GP do Brasil.

Só isso! 😀

Lembranças…

Lembrei da primeira vez que te vi.
Era uma quinta feira..

Lembrei do seu olhar.
E senti meu corpo estremecer..

Lembrei da primeira vez que saímos.
E como eu estava ansiosa..

1153978.jpg

Lembrei da temperatura daquela noite.
E do nosso primeiro beijo..

Lembrei de como eu fico nervosa ao seu lado.
E você nem percebe..

Lembrei do dia em que nos tornamos Um.
E imediatamente te trouxe para perto de mim..

Congelei a imagem.

(Sandra Soave)
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