Caneta e Papel

(com qualquer ou nenhuma inspiração.)

Arquivos Mensais: dezembro 2007

Pra trás não dá mais.

Estava eu estudando, quando meu irmão começa a gargalhar lendo seus emails. Aí, olhei com dúvidas pra ele, que me respondeu o motivo: César Maia, através de um email, anunciava que decretara a torcida do Flamengo patrimônio cultural carioca. E meu irmão dizendo isso rindo muito.

Bom, não preciso dizer que fiquei pasma.

Aí, quem me conhece, sabendo que sou vascaína, pode pensar que é implicância, inveja (inveja do flamerda?! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA), nojo, pá e tal. Poderia ser, mas não é o caso.

Daí, fui atrás da notícia. Gosto de ler essas presepadas pra ter mais clareza de opinião:

http://diariodorio.com/torcida-do-flamengo-patrimnio-cultural-da-cidade-do-rio-de-janeiro/

Fico pensando se um cara desse não tem mais o que fazer. Certamente, os cariocas estão num mar-de-rosas, o tráfico está contido, ninguém morre por bala perdida, enfim, tudo vai bem, já que o cara resolve baixar um decreto relevantíssimo com este.

É de lascar!

O pior de tudo, MESMO, é que não sei de onde vêm esse cultural. Estou tentando descobrir como um treco desse pode gerar cultura

Só se for a cultura do espancamento, do quebra-pau entre torcidas.

Blergh!

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Quando o absurdo é defendido.

Os casos de mulheres presas em celas abarrotadas de homens estão pipocando pelo país. E se não bastasse o horror da situação, ainda somos obrigados a ler sandices como esta:

Corregedora minimiza culpa da polícia no caso da jovem presa no PA

O que mais me deixa perplexa é ver que mulheres, prinpalmente as diretamente envolvidas com o caso da garota do Pará, consideram isso normal, tentam de toda forma minimizar a situação, inclusive jogando a culpa sobre a menina. Como assim, esse é o tratamento dado as moças com desvio de conduta? A punição é de acordo com a idade, sem que passe pelo crivo da Justiça?

Todos somos capazes de discernir sobre situações, logo a idade não é fator para alegar qualquer coisa. Porém, a moça não foi com as próprias pernas para dentro de uma cela com mais de 20 homens. É muito fácil jogar a culpa sobre alguém sem reputação, pois assim a corporação não se mancha e todos saem bonitos na foto. Agora, o jogo da polícia é desqualificar a moça e manter sua posição de inocente na jogada.

O que eles esquecem é que nada justifica. Nada.

(Nesses momentos, só me vêm as cenas do BOPE na cabeça.)

Dreamland

Aloha, blog!

Quanto tempo sem postar. Engraçado que antes tinha um pouco mais de tempo e não postava.

Agora, com tanto trabalho (mudei de setor) e tanto estudo (no embalo para dois concursos estaduais), fora academia (que não tenho conseguido frequentar há duas semanas) e cursinho durante as noites , venho postar.

Talvez porque esteja com uma baita dor de cabeça. Tenho dormido cada vez menos. Seja por necessidade, seja por insônia, seja porque a sonolência só bate quando não tenho uma cama por perto ou não é possível dormir.

Ando muito cansada, mas decidi que não posso esmorecer. Toda vez que ele bate, me lembro das dívidas, dos meus planos, da Bahia que quero conhecer, do carro que preciso ter, da minha mãe que precisa muito de mim, do meu irmão que precisa de uma força na manutenção da casa, do apartamento em que quero investir, do empreendimento que anda rondando minha mente há anos, do notebook e da internet rápida que tanto sonho (não tem jeito, isso já está impregnado em mim), do meu desejo de não ficar pra trás, de não me sentir derrotada, de ter o respeito e reconhecimento pedidos pelo patamar de conhecimento, de sentir orgulho dos meus feitos, de não ser apenas mais uma na multidão

Sou muito afeita a simbolismos. Meu aniversário deu uma chacoalhada em alguns modos de ver as coisas, sobre minhas expectativas e, principalmente, sobre o que realmente quero pro futuro. Não é exagero dizer que acordei, apesar de algum tempo achar que estava ligadona. Pura ilusão. Meu grande defeito que é gostar de me enganar.

Não tá sendo fácil. Estou me cobrando. As vezes, bate aquele desespero, aquela ânsia de que tudo mude logo pra melhor. Quero tanto que tudo dê certo a curto prazo que é até difícil não me sentir sem chão, por alguns momentos. E isso é algo que preciso encarar de frente. Preciso enfrentar pra ser bem sucedida.

Também tenho me divertido mais. Saído mais, estando mais com as amizades, observando melhor o que é trigo e arrancando o joio do meu redor. Deixei alguns estereótipos de lado, algumas bobagens que descobri não afetar em nada meus princípios.

Sentimentalmente, as vezes acho que vai dar pé. Mas continua tudo na mesma e, de certo modo, melhor só que mal acompanhada (mas solidão constante enche o saco!).

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