Caneta e Papel

(com qualquer ou nenhuma inspiração.)

Arquivos Mensais: março 2008

Troca de temperamento?

Não sei, não.. mas ultimamente não ando nada, nadinha fleumática. Dizem que todos temos características coléricas, sanguíneas, fleumáticas e melancólicas, porém uma predomina. E sei que a fleuma é dominante aqui.

Mas de uns tempos pra cá, o sangue tem subido tão rápido que tá difícil controlar, ó.

Não é que ande com sede de meter a mão na cara de todo mundo, nada é disso (afinal, fui criada pra ser lady – mas com sangue nas veias, diga-se de passagem). Só não sei lidar com omissão, passividade e muita frescurite alheia.

Ai, meu jesuiszinho!

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Decepcionada..

envergonhada, com o gosto de humilhação na boca, sensação de desvalorização, frustrada. Detesto esse momento, mas também não encontro melhores palavras pra caracterizar o que sinto e penso.

(Até porque, se eu for falar…  não vai prestar.)

Já que uma imagem fala mais que mil palavras…

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Vida de Concurseira

Faço concursos pra valer desde 2005. E não me considero nem um pouco concurseira. Alguns conhecidos dizem que não faço outra coisa que não seja estudar (mas garanto que faço muita coisa diferente disso, sim). Quem fala isso é porque não sabe, no fundo, que um concurseiro que se preze mal vive.

Estou exagerando? É claro que não. Um concurseiro é alguém que abdica de praticamente tudo, afinal ele precisa descartar de sua vida tudo que não seja primordial para reverter em tempo. Tempo é algo valioso para quem se prepara para concursos. Porém, particularmente, detesto essa idéia.

Tenho me degladiado com essa consciência de que preciso deixar tudo pra segundo plano, se é que quero mesmo um cargo público que se preze (e me pague bem). Tenho relutado muito pra não arrancar da minha rotina coisas que são, inclusive, boas para que eu não entre em pino. Não desce a idéia de que preciso ficar neurótica para poder alcançar resultados melhores dos que tenho obtido. É porque já vi muito concurseiro neurótico com tudo, inclusive no próprio cursinho fico vendo as atitudes exageradas dos meus concorrentes.

No entanto, verdade é que, provavelmente, não haja muita escapatória. Insatisfeita e relutante, vou precisar de todo jogo de cintura possível para poder chegar aos meus objetivos sem me afetar. E eu vou me afetar, de algum modo, já que não dá pra assobiar e chupar cana. Definitivamente, não dá.

Será que consigo não me prejudicar desta vez? 😕

A Paixão de Cristo

Fé é algo que anda comigo. As vezes, dizem que não tenho fé, nem nas pessoas, nem em mim e duvidam até mesmo que possa vir a ter fé no Cristo. Bom, o que me dizem ou como me vêem a respeito disso – fé que é algo tão valioso em meus conceitos e entendimentos – deixo entrar por um ouvido e sair pelo outro. Simplesmente porque sobre minha fé só eu posso dizer, falar, dimensionar, questionar.

Creio que consciência de fé, amadurecida e real em mim, só passei a ter de uns 8, 9 anos pra cá. Hoje, posso dizer que minha fé num amor maior que o meu entendimento já me salvou de armadilhas, depressões, angústias e até de um suicídio. Já me tirou da zero auto-estima, me ajudou a ser forte na época da quase certa partida de meu pai, me fez repensar um ex-quase casamento, jamais me deixou sentir a tal curiosidade pelas drogas – já que elas sempre estiveram bem pertinho de mim, seja na escola, seja na vizinhança, seja na faculdade – nem pelo alcoolismo que quase destruiu minha família por duas vezes.

E credito isso a fé? Credito sim. Tem gente que busca a maconha pra ver a vida melhor, outros enfiam dúzias de canecas de chopp goela abaixo para ‘ter’ a sensação de que tudo é bem cor-de-rosa, outros desistem de tantos tropeços e derrotas e não encontram outra saída que não seja morrer. A minha saída é acreditar, ainda que tudo pareça sem solução, que a minha fé em Deus, isto é, minha fé na paz e ciência de que Ele jamais me faltará é válida. E Ele nunca me faltou, não importa o tamanho da minha dificuldade.

O amor de Deus é algo, assim, que me fascina. Eu, um ser de coração mole, de capacidade muito grande pra amar, confesso que nem passa pelos meus sentidos quão grande é o amor de Deus por nós. A Sua Palavra nos diz que o tamanho de Seu amor pelos homens foi o suficiente para que Ele, em forma humana, se dispusse a morrer na cruz para tivessemos uma outra chance que não fosse a condenação eterna. Jesus morreu na pior forma de condenação na época de sua existência: a morte de cruz. (Fico pensando quantos de nós teríamos tanto amor e abnegação pra morrer pelo outro. Pouquíssimos, pra não dizer quase ninguém..né?)

A primeira vez que li sobre estudos que eram feitos para dimensionar o impacto dos açoites – o início do martírio – no corpo de Cristo, chorei muito. E chorei como se estivesse sentindo aquilo em mim mesma. Na época, lá no final dos anos 90, eram apenas fragmentos que me deixavam cada vez mais ciente da existência de um amor verdadeiro.

Agora, no final de fevereiro, finalmente foi publicado o livro que detalha esses fragmentos que citei. Aqui, é possível vislumbrar como foram feitos e as conclusões dos estudos. É de arrepiar! Assistir ao filme ‘A Paixão de Cristo’, de Mel Gibson, parece até fichinha diante desses detalhamentos.

E dai que, inevitavelmente, vem de novo a indagação: quantos de nós suportaria tanta dor, tanto massacre, tanta humilhação apenas por amor ao seu próximo?

Só Deus mesmo. Só Ele.

CHAG SAMEACH!

Ai!

…que saudades de ti, caramba. Eu não queria, sabe? Tô fugindo há tanto tempo disso. Há tanto tempo que não sabia o que é ser – docemente – surpreendida. Tomar de assalto meu coração? Aha, não deixo, não! (Se bem que não tem como não querer ‘viver você’, putz!). E mesmo com todos os problemas e todas as buscas diárias, que me pedem atenção total, é difícil não deixar escapar um pensamento que seja sobre você. E dá saudades. Do teu sorriso lindo e daqueles dois buraquinhos que surgem junto com ele. Do teu olhar que penetra e foge em seguida. Dos teus olhos fechados sentindo o maracujá nas minha mãos, no meu braço, no antebraço… Do teu jeito nada medroso de falar teus segredos na minha frente. Das mãos que falam quando a boca cala. Dos braços que me cabem, assim, todinha num abraço. Do cheirinho de naturalidade que me assusta. Da aparência de menino que quer colo.. e desarma. Da experiência que conversa direitinho com a minha. Saudades, até, das ironias que brinca com as minha idéias. E mesmo que eu queira fugir ,até nos sonhos você vem e diz: ‘eu te conheço!’… ‘Rum, conhece nada!’ – ainda respondo atrevida – ‘Se conhecesse mesmo não me deixaria assim’. Nunquinha… ‘Ai, esse meu burro que só gosta de se amarrar em lugar difícil…'”

pensamento do dia

EU APRENDI COM AS PRIMAVERAS A SER CORTADA E VOLTAR SEMPRE INTEIRA‘. ( Cecília Meireles )

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