Caneta e Papel

(com qualquer ou nenhuma inspiração.)

Arquivos Mensais: junho 2008

Vascão e a Fúria!

Já que escrevi sobre futebol, pelo menos nessa área o fim-de-semana foi bem feliz para meu coração.

Finalmente, após 20 anos, o Vasco da Gama saiu das garras do sanguessuga Eurico Miranda. Como demorou, meu Deus! Agora, Roberto Dinamite tomará as rédeas do Clube (graças a Deus ele não sofre da ‘síndrome de Zico’¹) e a Cruz Malta respira mais aliviada!

É um céu sem nuvens que se abre sobre a caravela, aleluia! Prenúncio de que os áureos dias estão sendo convocados! 😀

E a Fúria? Colocou a Alemanha na roda. Campeã da Copa da Europa e os espanhóis enlouquecidos! ¡Olééééé!

Confesso que minha torcida é sempre por Portugal, ora pois. Mas como o Felipão abriu a guarda, restou minha simpatia pela Espanha. E ainda sou pé quente!

Que jogão bonito (e não recomendável para quem tem labirintite)! Era um lá e cá fenomenal. A Espanha fez o dever de casa direitinho e não deixou morder os calcanhares da Alemanha em nenhum momento.

Sei não, mas se o Brasil quiser mesmo o tal do Hexa vai ter que ralar. E muito. 😯

¹. Síndrome de Zico: “nunca comandarei o Fla..(blergh!) porque não quero perder a identidade com a torcida.” (vide uma entrevista aí na rede bobo.).

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batom, futebol, fórmula 1 e afins

Vaidade nunca foi meu forte. Acho que só dos 25 anos pra cá é que comecei a me entender melhor com o espelho. Talvez minhas maiores vaidades estejam no cuidado com os cabelos (que nunca estão do jeito que quero..) e em não perder a cintura. Mas não sou maníaca. Não fico de segundo em segundo retocando maquiagem. Sei lá, deve ser a tal alma hippie que reside em mim. O que de nenhum modo me deixa (fazer) passar vergonha, hã. ;}

E porque raios tô escrevendo isso?

Ontem, tava lembrando de alguém que ficava impressionado com os meus gostos futebolísticos e automobilísticos e, num certo dia, resolveu me perguntar se eu era mulher mesmo. Fiquei chocada. Afinal, precisa ser macho pra gostar de futebol, entender um pouquinho de corridas?

Na época, era menos estressadinha e ri depois do choque. Mas devolvi com outra pergunta. A pessoa ficou meio sem jeito, tentando se explicar, enfim. Falei que não via as coisas desse jeito. Pra mim, um homem que gosta de ver novelas ou que sabe a diferença entre micro e minisaia (é.. porque eu não sei.. rsss) não é menos hetero, oras.

Quanta bobagem essas coisas. E as recriminações não páram só neste “amigo”. Já ouvi muitas outras babaquices. Mente limitada é UÓ!

Gosto de futebol mesmo, torço, berro, as vezes xingo (é.. eu já xinguei mais… 😡 ), discuto. Pra mim não são só 22 homens correndo atrás de uma bola. Até porque também já joguei futsal (e treinava com os guris, pra ter uma idéia… ^^). E artilheira, diga-se de passagem (hahaha..)! É óbvio que olho “outros atributos” do jogo, né? Não sou de aço. 😛

A mesma coisa vale pra Fórmula 1. Tem gente que me recrimina pela torcida calorosa (e por um espanhol). Já me chamaram de doida por ficar acordada altas madrugadas esperando as corridas da etapa asiática. A pergunta é se eu ligo. Parece que aí é que gosto e me interesso mais (aquela coisa bem birrentas, rss..). Em casa, já desistiram de mim neste quesito. 😀

Bobices ou não, o que seria da vida sem nossos gostinhos infundados? Não há o que entender. É respeitar e acabou.

Não me imagino sem torcer pelo meu Vascão, sem um cutucar um framenguista, sem gritar “GOOOOOO ALOOOONSOOOOO!” e sem urubuzar o massinha.

Não entendo no que estas coisas (e tantas outras) podem incomodar tanto.

Vai entender…

adjetivos guilhotina

Detesto que me chamem de especial. Já ouvi tanto isso antes de levar foras fenomenais que tomei nojo desse adjetivo.

Especial é o meu olho que não me deixa na mão!

E o adjetivo que tá perigando a entrar neste rol é o maravilhosa.

Maravilhosa?! No quê?!

Só se for no quesito dedo podre.

Bah!

1, 2, 3, 4 …

Dias complicados estes. Quando dá uma maneirada, vem um baque novo, uma lágrima nova por um motivo manjado, uma dor desnecessária, alguma coisa ruim que preciso engolir a seco.

Primeiro, uma agonia, uma avidez por querer certezas e a consciência de que nem tudo pode ser pra anteontem. Irônico pra um ser que vive atrasada, que detesta a pressa alheia. E depois um esforço incrível pra alcançar algo que não é, assim, uma Brastemp, mas pode quebrar um galho. Um galhão, melhor dizendo. Só por causa disso passei 5 dias com dores horríveis nas pernas e nas plantas do pés.

Daí, quando parecia tranquila, serena nos meus momentos, vem a ignorância em forma de gente. Não sou lá a pessoa mais frágil pra gente ríspida e autoritária. Mas a verdade é que não tolero gente tentando pisar no meu pescoço. Isso tá no sangue. A fisionomia muda, o céu fica turvo mesmo e a minha santa e bendita impulsão me tira do sério antes mesmo de prestar atenção no que falo. Talvez porque lá atrás, num certo momento da minha vida, fez gato e sapato da minha boa índole. Incompreensível, mas real. Tão real que me incomoda demais.

Mas o tempo passa, a gente conta até 10 (pavio looooooongo) e a irritação evapora. Principalmente quando o coração toma as rédeas. Parece que tudo fica em segundo plano.

Só que, você bem sabe, o coração é um sujeito burro demais. Eu sei. O meu é, afinal.

E pior é quando ele resolve amarrar o burro (pobre animalzinho..) no lugar mais inapropriado.

Eu que aguente!

mais uma “soleira”.

Poisé, mais um. Mais um concurso com aprovação, mas nem sombra de classificação nas vagas. Tô abatida, sim. Queria muito. Sempre quero muito.

Talvez seja esse o problema.

Já pensei em desistir. Mas agora penso em continuar. E baqueada.

O problema todo é essa demora em conseguir algo frutífero. Isso me insatisfaz (nem dá pra perceber, né?).

Principalmente depois de ler essa notícia:

MORADOR DE RUA PASSA EM QUATRO CONCURSOS PÚBLICOS

Ai, ai.. depois dessa, é eu e o avestruz com cabeça no buraco. :{

Dez mancadas que podem custar a sua cabeça

Viuxi… tô lascada…

Falar mal do chefe – Matematicamente, a extensão do alcance das orelhas do chefe corresponde à soma da área total de todas as paredes da empresa. Até o espelho do banheiro é espião do chefe. Não importa o que o subordinado diga, nem onde, nem a quem, a coisa acabará chegando aos ouvidos do chefe. E de forma bastante ampliada.

Ofuscar o chefe – O chefe acabou de dizer, em uma roda de funcionários, que só conseguiu terminar a faculdade com muito sacrifício, porque era pobre… e o subordinado imediatamente se põe a falar sobre o MBA que fez em Harvard?

Botar a culpa no chefe – Nem sempre o caminho mais fácil é o mais seguro. E esse é o mais inseguro de todos.

Assumir responsabilidades que são do chefe.

Tratar o chefe como amigo íntimo na frente de estranhos.

Interromper o chefe. Não é que chefes não gostem de ser interrompidos. Eles detestam.

“Chefe temos um problema”. Temos quem, cara-pálida? Você tem um problema. Tecnicamente, isso se chama “delegar para cima”.

“Tenho certeza, chefe, de que você é aberto a críticas, portanto…” Portanto, quem disse isso não entende nada de certezas.

“É urgente?” Se não fosse, por qual outro motivo o chefe estaria pedindo pessoalmente?

“Ah, eu tinha entendido outra coisa”. O chefe, até onde se sabe, fala português. E, se não fala, aprender sânscrito para entendê-lo é um problema do subordinado.

“Ah, tem mais um detalhezinho”. Chefes detestam detalhes, principalmente aqueles que eles mesmos esqueceram de lembrar.

por Max Gehringer

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