Caneta e Papel

(com qualquer ou nenhuma inspiração.)

Arquivos Mensais: fevereiro 2009

Se não tem tu, vai tu mesmo!

Nesse carnaval estava muito afim de viajar. Mais um pouquinho de dinheiro em mãos e tinha ido parar em Alter. Mas já que não deu nem pra ir a Novo Airão tive que me conformar com as chateações em casa e o carnavalzinho rolando solto.

Não é que não goste da folia, quando estou disposta caio nela. Samba não gosto, porém um axézinho sempre cai bem. Mas não é o que ando precisando no momento. Preciso recarregar as baterias antes que soe o sinal vermelho. Parece que as tribulações fazem um complô básico para vir ao mesmo tempo. E eu, que mais pareço um pára-raios, acabo absorvendo tudo que vem pela frente. Meio sacal, dá vontade de chutar o pau da barraca.

No entanto, não pude deixar pra lá a folia. Sai algumas vezes, fui nessas bandinhas e, claro, no Carnaboi. Pelo menos serviram pra esquecer do mundo. Dancei, suei, pulei. Isso é bom. Pelo menos sai pelos poros, rss.

E uma coisa já está decidida: volto a malhar imediatamente! Preciso turbinar essa panturrilha.. 😡

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(No Carnaboi. Foto tremida porque eu não conseguia ficar quieta, heheh)

Oscar 2009: “why so serious?”

Há alguns anos venho assistindo ao Oscar. Por gostar de cinema e também pra tentar entender a cabeça dos críticos. E nesse ano assisti ainda com mais interesse: pelo Heath Ledger e por “O curioso caso de Benjamin Button”.

Pensei que nenhuma TV iria apresentar o evento, afinal a Rede Bobo (que detém os direitos de transmissão no Brasil) jamais deixaria de mostrar as mulheres nuas a frente das baterias das escolas de samba, né? A gente que se vire pra ver algo que preste, hehe. Mas a TNT salvou a pátria (isso pra quem paga pra ter TV).

Bom, Hugh Jackman foi o apresentador deste ano. Aliás, o cara é bem mais que o ator atrás do Wolverine e homem mais sexy do mundo. Conduziu direitinho o show e ainda deu amostras de sua versatilidade. Pra acompanhar a Beyoncé tem mesmo que ser um showman.

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Mas não foi por causa desse corpinho bonito que me prendi em frente a TV. Acho que todos sabiam que o momento que mais interessava – antes mesmo de saber qual o melhor filme – era a premiação de Ator Coadjuvante. E eu, como já vinha acompanhando desde o Globo de Ouro, queria mesmo era saber quem ia aceitar o prêmio em nome do ‘Coringa’.

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A Academia é super conhecida (e meio careta) por não premiar certos tipos de filmes e nem de dar prêmios póstumos. Somente um ator havia ganho tal honra. Mas ninguém e – ao mesmo tempo – todos se surpreenderam: o Ator Coadjuvante foi mesmo Heath Ledger. Me emocionei. “Batman – O cavaleiro das trevas” é um filme denso, de prender a respiração e pra um ator segurar a peteca do início ao fim, ampliando a importância do seu personagem a ponto de superar o próprio protagonista, tem que ser excelente.

E, pra matar minha curiosidade, quem recebeu o prêmio foi a família dele. Um discurso que fez olhos encherem d’água na platéia e fora dela, com certeza. Lindo e merecido.

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Diga-se de passagem que a Academia esse ano, ao enxugar seu orçamento, inovou e brilhou na forma de anunciar os vencedores das categorias individuais. Cinco vencedores de cada categorias, onde cada um deles falava de um indicado escolhido. Simples, acolhedor e muito bonito.

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Por fim, minha segunda maior expectativa era saber se “O curioso caso de Benjamin Button” venceria. E aí entra mais uma das bobeiras. O filme não ganhou. E apesar de ser suspeita pra falar – já que não assisti o vencedor “Quem quer ser milionário?” -, confesso que foi decepcionante. Não vou com a cara do Rubens Ewald Filho, mas ele foi categórico nas entrelinhas: Hollywood quis fazer média com Bollywood (a sede do cinema indiano). E mais um ótimo filme que fica sem reconhecimento. Mas também o que importa?

A história de Benjamin Button faz qualquer um sair pensando e analisando a vida. Vale cada minuto das mais de duas horas de filme. E garanto que não é só pela beleza do Brad Pitt e seu aclamado bumbum, heheh.

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O melhor da noite ficou mesmo nas mãos de Slumdog Millionaire (filme, diretor, trilha sonora, efeitos, roteiro e outra coisa que não lembro agora), mas Kate Winslet (pensei que ela ia quebrar a estatueta de tanto que apertava entre os dedos, heheh), Sean Penn (que interpretou um gay, com direito a beijo na boca e tudo mais) e Penélope Cruz (hablando en su lengua!).

E nesse ano, quem fará história?

😉

Two years old

Ontem, postei todos os rascunhos que consegui recuperar a linha de raciocínio. Pra falar a verdade, eram 6 rascunhos e só salvei 2, rss. Não era nada importante mesmo.

Olhando meus arquivos, vi que isso tá completando dois anos. Dois anos dos 7 em que me escrevo em blogs. Dois dos 7 em que volto a ler o que escrevo e me acho absurda, idiota, brincante, séria demais, blá, blá, blá demais. Dois dos 7 em que vou mudando, percebendo até no modo de escrever, deixando de ser “axim” pra ser “assim”. Dois dos 7 em que me fecho, me abro, fecho de novo, abro e assim por diante. Dois dos 7 em que vou falando mais do resto que de mim, também.

O blog é, de certa forma, meu espelho. Nada aqui é papinho de internet. Enganar nunca foi meu forte, hehe. Vivo, sinto, gosto, penso, desejo, detesto, amo assim como publico. Não dá pra ser menos I.I.I, rsss.

E que venham mais vááários!

Frase do Dia

Os opostos se distraem, os dispostos se atraem

(Teatro Mágico – Realejo)

Antes e depois de Cristo na minha vida

A Êmela, minha amiga lá de Santarém, me pediu que escrevesse um relato da minha vida, antes e depois de conhecer Deus. Confesso que fazer isso levaria um bom tempo, algo digno de um livro. Mas tentarei ser o mais breve possível (se é que consigo fazer isso, em se tratando deste assunto). Depois de um tempão, lá vai!

( Primeiramente: a minha Igreja chama-se Jesus Cristo. É nela que faço todos os meus cultos, onde canto meus louvores, onde conheço a Bíblia. Não sigo mais denominações e, ultimamente, adotei o seguinte lema: cultuo Deus onde melhor me sentir. E isso pode ser, inclusive, no banheiro de casa ou no ônibus que me leva ao trabalho. Se alguém me vir andando pela rua, movendo os lábios (e não tiver fones nos ouvidos que possa remeter à cantoria) pode crer que estou conversando alguma coisa com O CARA. Sou plenamente ciente das minhas falhas e fraquezas e não as nego diante de Deus. Ao contrário, me credito sempre menor do que Ele possa enxergar. Dito isso, vamos ao que interessa. 😀 )

A História classifica seu tempo em a.C. e d.C. Já a minha história se divide em conhecer Deus e CONHECER DEUS. A grafia é proposital, pois é desta forma que classifico minha vida. Já são mais de 8 anos que comecei a ter Deus, a vivê-lo e a sentí-lo em mim de uma forma que jamais imaginei que existisse.

Até 2000, achava que O conhecia. Mas era um conhecimento opaco, sem força, combinado com uma fé cambaleante. E olha que cresci aprendendo a falar e conversar com todos os santos, a rezar e a pedir tudo a Deus. Apesar de batizada tardiamente na Igreja Católica, sempre acompanhei missas, catecismos com meu irmão e todo e qualquer tipo de evento na igreja, junto com a família. Se havia vigília nas casas da paróquia, lá estava eu ao lado de mamãe, lendo. Então, Deus não faltava na minha vida, certo?

Minha infância foi ótima. Até os 12 anos sei que era feliz, apesar das dificuldades da família. Cresci numa educação doméstica ferrenha, mas nem por isso deixei de ser peralta. Sempre simpática, ‘despachada’, a garota de todos os eventos da escola, uma das melhores alunas e invejada por isso. Como caçula e do sexo feminino, minhas rédeas nunca foram curtas. Mesmo criança, com todos os prazeres dessa excelente fase, sem saber o porquê (mas o espírito sabia..) sentia vazios. E depois de um tempo entendi essas sensações.

Sempre me senti diferenciada e a partir dos 12 anos, mudei da água pro vinho. De supetão soube os motivos das lacunas que sentia e isso me amadureceu rapidamente. Me fez fria e revoltada também. Depressiva, sempre buscava algo pra me tirar momentaneamente da realidade. Se a adolescência já é uma fase naturalmente complicada, a minha foi um inferno. E um inferno interior. Nada é pior que isso.

Uma auto-estima detonada, um temor de tudo, uma doída ausência de amor, um paredão que criei ao meu redor. Alegrias? Quase nenhuma. Momentos felizes vinham e iam numa mesma onda. Meu mundo era restrito e diversas vezes me indagava sobre os motivos que afastavam dos vícios da vida. Conhecia tanta gente na época de colégio que por muito menos se drogava, vivia com bebida escondida nas mochilas. Sem contar que na vizinhança da minha antiga casa pipocavam vendas de drogas. Não sabia que era Deus agindo sem meu conhecimento.

Fora a sombra de um passado me cobrando responsabilidades que não me pertenciam, muita coisa contribuiu para que eu quase não tivesse “vida normal’ dos 12 aos 18 anos. Não é exagero dizer que tenho poucas fotos desta fase. Talvez caibam numa mão, se eu for catar com afinco pelos álbuns que mamãe guarda. Se criança, feliz, já me achava um ser diferente, imagina nesse tempo: me sentia um verdadeiro ET. E nessa mesma época, apesar de me considerar alguém de fé, sei que estava cada vez mais afastada de Deus. Não o conhecia, era a verdade.

Minha história começou a mudar em 1999. Depois de anos e anos tentando driblar a depressão e após um relacionamento amoroso traumático, me vi querendo morrer. Confesso que até hoje doi esta lembrança. Sim, um dia que quis morrer, pedia isso nos pensamentos e acredito que Deus usou os instrumentos certos para que não fizesse isso. Sempre foi difícil me sentir amada. Só amei quando criança, depois perdi esse sentido. Me amar era algo que não existia em meu vocabulário. Tudo, como bola de neve, me fez pensar em parar de existir. E foi assim que encontrei Deus.

Não foi através de religião, nem através de denominações, muito menos porque A, B ou C me forçou. Conheci Deus porque Ele me cercou de todas as formas com seu amor. Nunca, seja o tempo que for, me esquecerei o modo como Ele preparou os caminhos até meu coração. Ele não precisaria perder seu tempo comigo, afinal quem de nós precisa mais: Eu ou Ele? Lógico, eu preciso mais. E mesmo assim Ele lutou por mim.

Por tudo isso, jamais digo que não sou amada. Sou muito amada e este amor é que significa Deus para mim. Não era pra eu nascer e aqui estou. Tive uma doença que nenhum pediatra diagnosticava, mas Deus usou um farmacêutico pra receitar um remédio caseiro.. e aqui estou. Caí, bati cabeça, criou nódulo.. que sumiu, fui curada e aqui estou. Fui atropelada, mas Deus amorteceu minha queda.. e aqui estou. Fui rejeitada, mas Deus disse que tinha algo muito melhor para mim e me pôs nos braços dos meus pais. Sempre esperta, inteligente, sagaz, vendo mais que os olhos, sentindo além do que podia compreender, tudo presente de Deus para me guiar. Demorei 21 anos pra me entender como Deus me enxergava. Só Ele sabe as profundezas que meu espírito caiu e, se não fui mais longe nas quedas, foi Ele que me segurou muito, muito forte, confundiu os inimigos diante de mim.

No dia que me senti amada, quase pude ouvir a voz dEle. Ao fechar os olhos, posso lembrar da sensação de ser colocada no colo, de ter os pesos retirados dos ombros, do coração sendo fortalecido, das palavras me dizendo que não eram aquelas coisas que Ele havia preparado pra mim, que eu precisava abrir os olhos e enxergar em sintonia com Ele. Nasci de novo e me senti verdadeiramente protegida. Isso é singular: experimentar Deus. E desde então venho me reerguendo, aprendendo, sendo e estando cada dia melhor. Tenho sonhos tão modestos e Ele tem os melhores pra me oferecer. A mim cabe a escolha. Seja ela qual for, sei de onde vem minha força.

Ninguém pode viver em Deus por mim, nem saber o que é isso se não quiser experimentar e conhecer, de coração aberto. Mas posso afirmar que de todas as verdades que existem em mim, essa é a maior: Não existo sem o Amor de Deus. Credito todas as vitórias, grandes ou pequenas, de ontem, hoje e de amanhã a Ele. Da boca do Senhor nunca ouvi que eu não enfrentaria mais batalhas reais ou espirituais, mas ouvi, sim, que Ele está e estará comigo aonde for. Não é fácil, nunca será, mas Ele não me fez derrotada. Minha fé não é hipócrita e nem massacra, não aponta o dedo na cara e nem me faz soberba, não me faz menos humana e nem engana, ela vive no meu coração e está aí pra quem quiser ver. Pra mim, Deus é o toque suave e doce no meio da escuridão. Amor maior, Luz da minha vida: isso é que me basta e salva. Love U, YESHUA! 😀

Barack Hussein Obama

Há mais de um mês ele assumiu a presidência dos EUA. Ia postar no dia, mas alguma coisa me atrapalhou e deixei como rascunho. Resolvi recuperar o post e fazer uma homenagem justa. Não por ele ser o presidente dos norte-americanos, mas por ser o homem valoroso que é. Não é histórico apenas pela cor de sua raça, mas pela inteligência e poder de palavras. Fazia muito tempo que não viamos alguém que dominasse com quase perfeição a oratória. Esse é Barack Obama.

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“(..)Estou aqui hoje humildemente diante da tarefa que temos pela frente, grato pela confiança que vocês depositaram em mim, ciente dos sacrifícios suportados por nossos ancestrais. (..)”

É incrível ver que os norte-americanos ainda tem certa sensibilidade. Não falo da oratória convincente e esperançosa do Obama, mas da população que se revelou sedenta de mudanças e conseguiu ver além dos discursos que subjugavam o resto do mundo. Não é histórico só por terem optado pelo diferente, mas por que os EUA finalmente caíram na realidade. O mundo de Alice deles desmoronou.

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“(..)Hoje eu lhes digo que os desafios que enfrentamos são reais. São sérios e são muitos. Eles não serão resolvidos facilmente ou em um curto período de tempo. Mas saiba disto, América — eles serão resolvidos. Neste dia, estamos reunidos porque escolhemos a esperança acima do medo, a unidade de objetivos acima do conflito e da discórdia.(..)”

Foi impossível para mim, e creio que para todos que viveram 2002 e a eleição do Lula, não lembrar de nossa história. “A esperança venceu o medo”. Parecia que ouvia o Lula dizendo isso. Dadas as devidas proporções, fizemos história primeiro, acordamos antes. E senti aquele mesmo sentimento de que não elegemos deuses, mas homens com propósitos, sonhos e que trazem em si a força da superação.

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“(..)mas, nas palavras da escritura, chegou o tempo de pôr de lado as coisas infantis. Chegou o tempo de reafirmar nosso espírito resistente; de escolher nossa melhor história; de levar adiante esse dom precioso, essa nobre ideia, transmitida de geração em geração: a promessa dada por Deus de que todos são iguais, todos são livres e todos merecem a oportunidade de perseguir sua plena medida de felicidade.(..)”

Obama assumiu sua pátria e agora vamos ver a que veio. Os presidentes norte-americanos, na verdade, governam pra lá e pro mundo todo. Impossível vai ser agradar aos gregos e troianos. Mas esperemos em Deus que ele encontre o meio termo, sempre a mais sensata e sábia das decisões. Vida que segue.

obama2 “(..)Esse é o preço e a promessa da cidadania. Essa é a fonte de nossa confiança — o conhecimento de que Deus nos chama para moldar um destino incerto.(..)‘Que seja dito ao mundo futuro … que na profundidade do inverno, quando nada exceto esperança e virtude poderiam sobreviver … que a cidade e o país, alarmados diante de um perigo comum, avançaram para enfrentá-lo’.(..)”

Barack Hussein Obama, discurso de posse.

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