Caneta e Papel

(com qualquer ou nenhuma inspiração.)

Arquivos Mensais: abril 2009

Susan Boyle

Vídeo SUSAN BOYLE

é só clicar no link acima.

&

Estava eu tentando estudar numa tarde de domingo, enquanto meu irmão meio assistia/ouvia a CNN. Nem estava muito aí, os sons pareciam um monte de blablabla enchendo a paciência. De repente, ouvi uma voz linda vindo da TV. Me voltei no mesmo instante.

Com meu “superhipermegapower” entendimento em inglês, só consegui decifrar o nome da pessoa e “alguma coisa You Tube” no meio daquele sotaque macarrônico. Então lá larguei minhas apostilas e corri pro site de videos. Eram vários e escolhi o de maior tempo de exibição. Enquanto o treco carregava, fui no pai dos burros (Google) e pesquisei. Dai consegui entender o que apresentadora da CNN havia dito sobre Susan Boyle. A mulher era um fenômeno em pouco menos de uma semana.

Vendo o vídeo foi fácil entender. Toda a história de sua apresentação e sua voz arrebatadora. Uma senhora, fofucha, de cabelos desgrenhados e ar careta não chamou a atenção de ninguém. Ao contrário, angariou uns sorrisinhos sarcásticos quando falava de suas pretensões. Mas com o som da sua voz ela se tornou linda, sublime, capaz, superior e, como ela mesma disse antes de pisar no palco, foi “de fazer a platéia tremer”. Não só a platéia, mas o mundo todo que vem assistindo. Benza DEUS!

Me emociono todas as vezes que vejo esse video. Acho até impossível não se arrepiar com o acontecido. É muito fácil ser pré-julgado por aparência, postura, pelos ditames do mundo moderno. É fácil não prestar, não servir, não valer a pena logo de cara, como se não precisassêmos conhecer aqueles para quem torcemos o nariz. Ainda bem que dentro de vidrinhos comuns, sem tanta imagem e propaganda, também existem fragâncias maravilhosas.

Uma lição de várias coisas ao som de “I dreamed a dream”.

Isso que é ser ADMIRÁVEL! Palmas para Susan Boyle! 😀

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S.O.S

B-side porque você mora tão longe? 😦

Eu precisava tanto conversar contigo, precisava tanto que você me ajudasse a entender minhas idiotices, precisava tanto ouvir meu outro lado. Você não recebeu meu ” S.O.S” estes dias?  Não é possível que desta vez você nao tenha me “ouvido”. 😦

Desisto.

Ontem fui no show do Padre Fabio. Alguma coisa aqui dentro ficou “mexida”. Não, não tem a ver com a beleza do padre. Mas sim com o que tenho feito dos rumos da minha vida.

Nunca peço nada específico a Deus. Não enumero ou nomino aquilo que preciso ou desejo. De tudo, sempre peço saúde,just_a_feeling_by_gilestheblank paz e sabedoria.  Saúde pra estar de pé. Paz pra conseguir seguir minha vida. Sabedoria para não ter que pagar lá na frente um preço alto pelo que escolhi hoje. O básicão, como dizem por aí.

Não sei se tenho pedido direito, mas há algum tempo venho me sentido fora de prumo. Não tenho tido paz. E isso reflete na saúde e na sabedoria. No meu físico, no cansaço que venho sentindo quase constante, nas quantidades de alimentos que consumo e evaporam num metabolismo acelerado, seja pela readaptação a essa rotina de trabalho, seja porque essa maquininha aqui na cabeça não sossega. Sabe lá quantos RPM’s isso gira aqui dentro!

Reflete também nas escolhas. Naquilo que já não está líquido e certo, me perco. Não sei que rumo tomar. Uma hora quero ser drástica, noutra arrefeço. Fico pensando no futuro, nos outros, no que “será que pode acontecer”, no “como vai ser depois”. Menos no que realmente importa: a minha paz.

Durante as reflexões, o Padre disse coisas tão sábias e verdadeiras. Falou pra mim, eu sei. Pro meu coração, dentro da minha mente, tudo inquieto. Percebi que não adianta avançar em mares de águas turbulentas: vou ter que jogar a âncora e aportar no lugar que for mais seguro. E então me perguntar bem sério:  no futuro, quero ter a chance das boas lembranças ou o remorso de não ter feito o melhor que poderia? E na minha confusão a melhor resposta que encontrei foi desistir. Desistir do que não é tão importante, daquilo que não contribui, do que eu gostaria que fosse, mas não se dispõe possível. Quase nunca suporto a idéia de desistir. Odeio, detesto, me sinto impotente, fraca, covarde, sem espírito de vencedera. Mas vou ter que dar o braço a torcer, mas uma vez.

Preciso escolher não me perder para num futuro poder ter um resultado mais satisfatório.

Se até ouvir aquelas palavras minha intenção era anular completamente o que tem me incomodado, hoje resolvi deixar tudo como está, paradinho e reavivar a parte da minha vida que andava esquecida: meu amor próprio, minha paz.

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