Caneta e Papel

(com qualquer ou nenhuma inspiração.)

Arquivos Mensais: setembro 2009

Ele.

Há, oficialmente, duas semanas tenho vivido dias muito felizes. Uma história que uns meses atrás não poderia imaginar. Ou que, de alguma maneira, meu espírito já pressentia. Talvez isso explique a blindagem que criei, uma defesa que nunca impus antes.

Ele não sabe, mas chegou derrubando minha maior barreira, aquela que imponho quando alguém novo chega tão próximo. Instantaneamente, aquele jeitão “pra frente” me fez esquecer que sou de poucas palavras, que prefiro analisar antes, estudar o terreno pra depois pôr os pés. Tudo aconteceu ao mesmo tempo.

No início, duas imagens distorcidas. Eu o tachava de um jeito, ele me tachava de outro. Nunca ninguém me enfrentou kiss_by_Celinemesisdentro da minha seriedade, nem me leu e expôs isso de forma tão clara. Nem adquiriu tanta confiança em mim, muito menos falou meu nome tantas vezes numa só manhã. Ninguém nunca buscou tantas formas de me invadir e, ao mesmo tempo, me deixar tão segura.

Diferente. Nem um pouco parecido com qualquer outra pessoa que pintou ou busquei na vida. Determinado, decidido, inteligente, gentil, falante, claríssimo, en-can-ta-dor, se-du-tor, aquela facilidade incrível de arrancar qualquer ação de qualquer pessoa. Fisicamente? Perfeito, daquele jeito que me faz virar o pescoço ao ver passar. Ah! E um coração proporcional a estatura. Um poço de coincidências, variedades de histórias e situações em que somos completamente iguais. E para contrariar nossos pré-conceitos, aquelas imagens distorcidas deram lugar à realidade.

Tudo aconteceu muito rápido. Ou muito lento, na visão dele (hehe!). A verdade é que uma infinidade de coisas (e pessoas de feeling aguçado, claro) foram me alertando aos poucos. Enquanto me perguntava porque alguém não conseguia, pura e simplesmente, gostar de mim, ele estava ali me olhando de um jeito real. Bendita sexta-feira, única vez em que a ausência dele não gritou mais alto que o turbilhão de detalhes misturados se encaixando na minha mente!

Um cinema, um rock, um forró. Cada um desses eventos marcou  o nível de entendimento daquilo para o qual estava prestes a abrir minha vida. Inexplicáveis friozinhos na barriga, arrepios subindo pelas costas, olhares que poderiam facilmente mergulhar dentro do outro. De um modo que acaso nenhum explica, foi assim que ele veio fazer parte de mim.

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